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45 ml desemoregados
Dos 47.977 candidatos à contratação,
45.000 (93,3%) ficaram sem colocação, somando-se a estes 3949 professores
de quadro de zona e 284 de quadro de escola que também não obtiveram
lugar. Estão colocados nas escolas menos 2000 professores que o ano
passado por esta altura! E 13.000 dos contratados no último ano estão hoje
sem emprego. Cumpriu-se a ameaça da ministra na A.R. de despedir este ano
mais de 5.500 professores contratados!
Para quem ficou de fora,
sobra a “lotaria” das colocações semanais em horários de substituição e
depois a contratação individual, de escola. Para já, engrossam as filas
para pedir o fundo de desemprego e cumprem as “apresentações
periódicas”; ou arranjam biscates, como leccionar a recibo verde as “Actividades
de Enriquecimento Curricular” do 1º Ciclo, actividade gerida pela “troika”
ME/autarquias/empresas, e logicamente muito mal paga (menos do salário
mínimo nacional em muitos casos e com atrasos de 3 meses e mais para
receber).
Perante esta catástrofe laboral
e social anunciada, a cúpula da Fenprof, apesar de pressionada pela base
e por activistas precários, e não obstante o “estilo” aguerrido adoptado
no 9º Congresso, reage como é hábito: apelando aos recursos legais,
ficando-se por tímidas acções simbólicas de denúncia (como a Feira do
Desemprego Docente de 6 de Junho e as acções de denúncia nas capitais de
distrito, a 3 de Setembro) e entravando e adiando ao máximo a mobilização
para a luta e a preparação da mais que urgente contra-ofensiva dos professores
aos ataques do governo.
Paulo
Jorge Ambrósio
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