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111 - SETEMBRO / OUTUBRO 07

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45 ml desemoregados

Dos 47.977 candidatos à contratação, 45.000 (93,3%) ficaram sem colocação, so­mando-se a estes 3949 professores de quadro de zona e 284 de quadro de esco­la que também não obtiveram lugar. Es­tão colocados nas escolas menos 2000 pro­fessores que o ano passado por esta altura! E 13.000 dos contratados no últi­mo ano estão hoje sem emprego. Cum­priu-se a ameaça da ministra na A.R. de des­pedir este ano mais de 5.500 profes­sores contratados!

Para quem ficou de fora, sobra a “lo­taria” das colocações semanais em horá­rios de substituição e depois a con­trata­ção individual, de escola. Para já, en­gros­sam as filas para pedir o fundo de de­sem­prego e cumprem as “apresenta­ções periódicas”; ou arranjam biscates, como leccionar a recibo verde as “Activi­dades de Enriquecimento Curricular” do 1º Ci­clo, actividade gerida pela “troika” ME/autarquias/empresas, e logicamen­te mui­to mal paga (menos do salário mínimo nacional em muitos casos e com atra­sos de 3 meses e mais para receber).

Perante esta catástrofe laboral e so­cial anunciada, a cúpula da Fenprof, ape­sar de pressionada pela base e por acti­vistas precários, e não obstante o “estilo” aguerrido adoptado no 9º Congresso, reage como é hábito: apelando aos recur­sos legais, ficando-se por tímidas acções simbólicas de denúncia (como a Feira do Desemprego Docente de 6 de Junho e as acções de denúncia nas capitais de distrito, a 3 de Setembro) e entravando e adiando ao máximo a mobilização para a luta e a preparação da mais que urgente contra-ofensiva dos professores aos ata­ques do governo.

 

Paulo Jorge Ambrósio

 

 

 

 

 

 

 

 

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