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Ponto de
Vista Eloquente foi Francisco Vanzeller, o presidente da CIP, quando,
no final de uma reunião de empresários promovida pelo PS, declarou que, à
parte algumas divergências, o programa do Partido Socialista contempla “quase
tudo o que nos interessa”. Cavaco Silva, por sua vez, acabou com as ilusões
dos que esperavam vê-lo entrar em conflito com o governo. A sua entrevista à
RTP foi um elogio rasgado ao programa de Sócrates e uma advertência ao PSD e
CDS para que compreendam o seu lugar e moderem eventuais ardores oposicionistas.
(...) Em apoio da greve dos funcionários públicos Comunicado da
“Política Operária” “Eficácia dos serviços”, “progressão dos funcionários segundo o
mérito”, clama o Governo para a Administração Pública. Nada disto está
nos objectivos da reforma imposta pela equipa de Sócrates. Autoeuropa Regressa a ameaça de despedimentos Ainda há dois meses os trabalhadores da AutoEuropa tinham aceite
as exigências da direcção da VW da Alemanha, de reduzir de 200% para 100% o
pagamento do trabalho extraordinário e que os aumentos salariais se
limitassem a 4,5% nos próximos dois anos, como condição para a fábrica
receber a encomenda do sucessor do Sharan. Em troca, a AutoEuropa
comprometeu-se a não fazer despedimentos colectivos até Dezembro de 2008. Referendo
sobre o aborto Ana Barradas Andam as bloguistas a fazer sondagens sobre o sentido de voto no
referendo sobre o aborto e as percentagens pelo “sim” são formidáveis, acima
dos 70 por cento! Paulo Ambrósio Foi adiada para Janeiro a 4ª Conferência da CGTP sobre
Organização Sindical, prevista para 24 de Novembro, e que se deveria debruçar
sobre a defesa da contratação colectiva e o combate à precariedade, para além
de questões administrativas e de quadros. Fórum Social
Português António Barata Totalmente despercebido e sem qualquer brilho decorreu em
Almada, entre os dias 13 e 15 de Outubro, o II Fórum Social Português,
confirmando uma morte que se previa desde a sua primeira edição. E isto
porque o Fórum sempre foi uma ficção, construída a partir de cima pelos
partidos da esquerda ordeira portuguesa – BE, PCP e alguns sectores do PS –
que oportunisticamente procuraram capitalizar a seu favor a simpatia
existente há cerca de 5 anos relativamente aos encontros e manifestações
antiglobalização e ao Fórum Social de Porto Alegre. (...) No dia 22 de Maio, 60 mil professores do estado de Oaxaca,
México, entraram em greve por melhores condições de trabalho e contra o
desprezo colonialista das autoridades centrais pela cultura indígena.
Milhares de grevistas acamparam no centro da cidade. O governador Ulises
Ruiz, do PRI, começou por ignorar a greve. Mas na madrugada de 14 de Junho
mais de três mil polícias expulsaram os grevistas da praça com gases
lacrimogéneos, causando numerosos feridos. Pelas seis da manhã, os
professores voltaram com o apoio de milhares de moradores e recuperaram o
Zócalo (praça central), expulsando os polícias. (...) O julgamento de Saddam Hussein Manuel Raposo A primeira das sentenças preparadas contra Saddam Hussein foi
cuidadosamente marcada para as vésperas das eleições nos EUA, de modo a que
os Republicanos pudessem tirar efeito do acontecimento perante o eleitorado
norte-americano. Bastaria saber isto para se ver no acto o sentido de uma
jogada partidária da parte da administração Bush e para mostrar como a
justiça está fora desta história. (...) Bush não foi
derrotado! Tropas dos EUA fora do Iraque agora! Descontentes com a degradação do emprego, dos serviços de saúde
e das reformas, e sobretudo alarmados com a perspectiva de um desastre no
Iraque, depois das pesadas baixas militares sofridas em Outubro, os
norte-americanos castigaram a política de Bush-Rumsfeld-Cheney dando a
maioria ao Partido Democrata nas eleições de 7 de Novembro. (Do jornal do
PSTU Opinião Socialista, S. Paulo, 18/10) Participámos com o PSOL e o PCB na Frente de Esquerda que
promoveu a candidatura de Heloísa Helena na primeira volta das eleições.
Agora na segunda volta, defendemos que se impõe o voto nulo. Porquê? Cenas da luta de classes na China Robert Weil Numa série de encontros que realizei durante o Verão de 2004 com
operários, camponeses e activistas de esquerda em diferentes regiões da
China, apercebi-me dos efeitos das transformações massivas ocorridas nas três
décadas após a morte de Mao, com o desmantelamento da política revolucionária
socialista praticada sob a sua direcção e o regresso à “via capitalista”. Uma
sociedade que se contava entre as mais igualitárias está a sofrer uma
polarização acelerada entre uma riqueza extrema na cúpula e as péssimas
condições de vida de operários e camponeses. (...) Crónica A. Lobo As reticências da França em acompanhar o governo dos EUA nas
ameaças de sanções ao Irão não têm as motivações meramente políticas que
muitos supõem, muito menos escrúpulos pacifistas. A crise crónica ou o estádio senil do capitalismo Tom Thomas É evidente que o capitalismo está
A visita de Cavaco Silva a Madrid criou o ambiente propício para
trazer para os jornais a hipótese da “união ibérica”. E, após várias
sondagens, pronunciamentos e palpites (“isentos” e “desapaixonados” como
convém nestes casos), concluiu-se que uma boa parte da população dos dois
países está de acordo com a união – ou seja, com a integração de Portugal
numa grande Espanha. |
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