O que é o Estado de Israel e porque deve ser destruído?

Alejandro Iturbe e Josef Weil


O receio de incorrer na acusação de “anti-semitismo” deu lugar, mesmo entre os defensores dos direitos do povo palestiniano, a uma prudente discrição quanto às realidades de Israel. Reproduzimos um artigo esclarecedor.

A lenda sionista conta que, na sua criação, o Estado de Israel foi mais uma das nações que conseguiram a indepen­dência política no segundo pós-guerra, com rebeliões ou guer­ras de libertação nacional contra os seus colonizadores imperialistas, como foi o caso da Índia, Indonésia, Argélia, Vietname e outros países.
Mas o surgimento de Israel difere totalmente desses exem­plos, já que ele nasce como um enclave colonial insta­lado na Palestina para defender os interesses do imperialis­mo em territórios estratégicos. A criação de Israel baseia-se no “transplante” de uma população externa à região, os imi­grantes judeus. Apoiando-se na perseguição anti-semita, e aproveitando-se do desespero dos judeus perseguidos, a or­ganização sionista mundial organiza uma imigração, em especial da Europa Oriental, financiada por judeus europeus milionários, como Rotschild, e estimulada pelas metrópoles imperialistas, como a Inglaterra, para garantir a fidelidade des­ses novos ocupantes aos seus patrocinadores imperialis­tas. Contra as mentiras do sionismo, não se tratava de uma “terra sem povo”, mas de territórios habitados há séculos pelo povo árabe palestiniano.
A instalação dos novos colonos judeus levados pelo sio­nismo e o imperialismo pode ser comparada então com a de colonos ocidentais instalados no século XIX e início do XX nas colónias inglesas como a Rodésia (hoje Zimbabué); francesas como a Argélia, com os afrikaaners de origem holandesa na África do Sul, etc.
Portanto, os colonos judeus que se instalaram na Pa­lestina não são uma nacionalidade local oprimida pelo imperialismo, mas uma população estrangeira que se ins­tala nas terras dos nativos e exerce um papel opressor ao serviço do seu imperialismo nessa área. Como são “trans­plantes” de uma minoria colonizadora têm, para man­ter-se, um carácter racista e militarista. Isto ficou bem claro no governo branco da Rodésia, na colonização francesa da Argélia e no apartheid da África do Sul. Desde a sua fundação em 1948 o Estado de Israel serviu para que as grandes po­tências imperialistas tivessem um “cão de guarda” dos seus interesses numa região estratégica como o Médio Oriente.


Um Estado racista

Em primeiro lugar, Israel constituiu-se como um Estado racista desde a sua fundação, dos pontos de vista ideológico e legislativo. Israel é oficialmente um “Estado judaico”. Isto é, não é um Estado de todos os habitantes que residam no país ou tenham nascido nele, mas onde só podem ser cida­dãos aqueles que se considerem de fé ou de descendência judaica. Para deixar mais claro esse carácter, 90 por cento das terras são reservadas exclusivamente para os judeus por meio do Fundo Nacional Judaico, cujo estatuto define que as “ter­ras de Israel” pertencem a essa instituição e não podem ser vendidas ou arrendadas e nem mesmo trabalhadas por um “não-judeu”.
Além disso, os palestinianos são proibidos de comprar ou, inclusive, arrendar as terras anexadas pelo Estado desde 1948. Ao mesmo tempo, os judeus do mundo inteiro podem emigrar legalmente para obter a nacionalidade israelita e uma infinidade de privilégios que os nativos não-judeus não possuem. Desde a fundação de Israel existe um sistema de dis­criminação racial que domina absolutamente todos os des­tinos das vidas palestinas.
A Lei de Nacionalidade estabelece claras diferenças na obten­ção da cidadania para judeus e não-judeus. Pela Lei de Cidadania, nenhum cidadão israelita pode casar-se com um residente dos Territórios Ocupados da Palestina. Caso isso ocorra, perde os direitos de cidadania de Israel e a famí­lia, se não viver separada, deve emigrar.
Pela Lei de Retorno, qualquer judeu do mundo pode ser ci­dadão israelita. Mas os familiares dos cidadãos palestinia­nos do Estado de Israel que vivem no estrangeiro (muitos de­les expulsos das suas terras na Palestina, ou os seus des­cendentes) não podem obter o mesmo benefício simples­mente pelo facto de não serem judeus.
A Lei do Ausente permite a expropriação das terras que não tenham sido trabalhadas durante um tempo. Mas a terra de um judeu nunca foi expropriada. A maioria das expropria­ções foi realizada contra refugiados palestinianos no exílio, palestinianos cidadãos de Israel ou contra qualquer palesti­niano que resida na Margem Ocidental do rio Jordão e tenha terras na área ampliada de Jerusalém.
Além do importante elemento económico, pela perda de numerosas extensões de terras pelos palestinianos, o prin­cipal é o componente social: a divisão de muitas famílias, forçadas a emigrar. Outras leis que começaram a ser denun­ciadas impedem a realização de casamentos entre pessoas não-judias que habitem áreas distintas dos territórios ocupa­dos ou, mesmo, a reunificação de famílias, marido e mulher, pais e filhos, etc.
Os postos de controle “só para palestinianos” impostos pelo exército de ocupação, com longas e irritantes esperas in­tencionais, contrastam com as modernas e livres auto-estradas “só para judeus”.
Essa política racista agrava-se a cada dia. Como escreve Elodie Guego: “A construção do Muro ao longo e dentro dos limites municipais de Jerusalém impedirá definitivamen­te a volta dos palestinianos expulsos de Jerusalém pela con­fiscação das suas terras, demolição das suas casas ou pressões de grupos de colonos extremistas. Perderão os seus direitos de residência permanente em Jerusalém, segundo a política do ‘centro de vida’ e nunca mais poderão entrar na cidade sem permissões especiais. As propriedades que foram ‘aban­donadas’ em Jerusalém podem ser expropriadas segun­do a lei israelita de Proprietários Ausentes”. (Rebelión, 10/9/06).



Uma sociedade violenta e militarizada

Para manter o seu carácter colonial e racista, Israel não pode tolerar nenhuma resistência interna, nem desafios nas suas fronteiras. O seu próprio carácter leva-o a ser expansionista e a reprimir qualquer questionamento mínimo à sua na­tureza. Por isso, desde a sua fundação, Israel sempre pra­ticou uma política de “limpeza étnica” dos palestinianos, arrancando-os das suas terras ancestrais ou reprimindo com dureza tanto os palestinianos que vivem nas suas fronteiras como nos territórios ocupados.
Mais de dez mil presos políticos palestinianos apodrecem nas prisões sionistas e centenas deles são menores de idade. A tortura é praticada com autorização da justiça e os “assas­sinatos selectivos” de lutadores nos territórios são uma ro­tina diária. A esse Estado não se pode dar outro nome que o de “nazi”, porque quando se persegue um povo inteiro com o objectivo de eliminar a sua identidade, fazê-lo escravo ou expulsá-lo das suas terras, não há outro nome que expresse melhor essa essência política. A terrível contradição histórica é que são os descendentes dos perseguidos na Europa que agora aplicam esses mesmos métodos contra outro povo.
Para defender esse carácter do Estado sionista, a popu­lação israelita sempre vive em “pé de guerra”. Ao cumprir 18 anos, todo o cidadão ou cidadã israelita deve cumprir um serviço militar obrigatório de três anos, os homens, e de dois anos, as mulheres. A partir daí tornam-se “reservis­tas” até aos 50 anos, com um mês de treino a cada ano. E is­to é naturalmente aceite pelos israelitas, já que somente a força das armas pode garantir a sobrevivência do enclave co­lonial. Por isso, as forças armadas são, na realidade, a instituição mais importante do Estado.
Para essa população, o uso da violência contra os pa­lestinianos ou os vizinhos árabes é um “facto natural”. Por exemplo, a repressão em Gaza e Cisjordânia raramente é informada dentro de Israel. Os mortos e os torturados são apenas consequência do “direito de defesa de Israel” contra a Intifada ou os atentados suicidas.
Outra expressão dessa sociedade racista são as divisões e desigualdade entre os diferentes grupos da população ju­dia. Historicamente, a elite é composta pelos asquenazes, os judeus originários da Europa. Abaixo deles estão os ju­deus orientais ou sefaradis, que recebem um tratamento me­lhor que os judeus árabes. Recentemente, a imigração de um milhão de judeus russos originou um sector pouco apre­­ciado pelos outros grupos sociais, pela sua fama de apro­veitadores dos subsídios do Estado.
Os colonos agrícolas que vivem nos territórios ocupados em 1967 formam outro sector que cumpre um papel de pa­rasita. São base de sustentação da direita e da extrema-direita religiosa, que sempre exigem mais benefícios do Es­tado para actuar como ponta de lança da colonização das terras palestinas e da expulsão dos palestinianos. Em ge­ral, fazem parte das últimas imigrações e vivem em bunkers muito protegidos, ao lado da população árabe, em troca de subsídios e financiamento estatais.
Nos últimos anos também surgiu uma população flutu­ante de imigrantes temporários não-judeus trazidos de luga­res distantes, como as Filipinas e outros pontos da Ásia, pa­ra substituir a mão-de-obra palestiniana, já que o fecho das fronteiras impede que estes trabalhem nas empresas isra­elitas. São umas 250.000 pessoas que trabalham em condições de semi-escravidão, em sectores como a construção civil. São párias que não têm qualquer direito e vivem à mar­gem da sociedade israelita.


A base da sociedade israelita pode voltar-se contra o sionismo?

Apesar dessas diferenças sociais, há um laço comum que une todos os cidadãos judeus: eles sabem, de uma ma­neira ou de outra, que vivem da usurpação da terra de outro povo e do apoio que recebem do imperialismo para cumprir o papel de “cão de guarda” na região. Sabem que os povos árabes e muçulmanos são suas vítimas e temem que esses po­vos se unam e os expulsem. Por isso, a principal coesão dessa sociedade racista, violenta e militarizada é o medo do “inimigo comum”. “Ou eles ou nós” é a palavra de ordem bá­sica que mantém a união e os vínculos dentro dessa socie­dade. Nesse sentido, a ideia sionista do “nosso direito à exis­tência” significa a defesa do Estado racista e dos privilé­gios dos judeus, que saqueiam os nativos e exploram esse carácter.
Isso explica porquê a imensa maioria dos israelitas está a favor da “separação unilateral” e da “limpeza étnica” dos pa­lestinianos. Também apoiam a destruição do Hezbollah e apoiaram massivamente a guerra contra o Líbano, mesmo quando era claro o seu carácter genocida. O certo é que de­pois de cada guerra, inclusive da última que terminou der­rotada, são os políticos mais direitistas do espectro polí­tico sionista que se fortalecem.
Esse carácter da população judaica israelita tem também uma base económica. Em grande medida, Israel pode ser definido como uma grande base militar do imperialismo na qual também vivem os familiares dos soldados e se desenvolvem algumas actividades produtivas de apoio. Mas o centro de seu funcionamento é claramente a guerra e a produção de armamentos.
Considerado sob parâmetros “normais”, o Estado israe­lita tem um défice orçamental crónico. A balança comercial também é deficitária em quase 10 mil milhões de dólares. Mas estes “vazios” são cobertos por fundos do exterior. Em primeiro lugar pelos subsídios de 3 mil milhões anuais que os EUA enviam oficialmente. Estima-se que 2 mil mi­lhões chegam desse país através de outras rubricas e, final­mente, estão os fundos colectados pelas organizações sionis­tas de todo o mundo.
Ao mesmo tempo, a produção de armamentos e da te­c-no­logia associada é, há anos, a principal actividade econó­mica do país. Esta não só abastece as necessidades próprias, mas representa quase 40 por cento das exportações do país, aproximadamente 12 mil milhões anuais, em armas e tecno­logia militar. Apesar da sua pequena população, Israel é hoje o quinto exportador de produtos militares do mundo, em­bora nos dados fornecidos pelas páginas oficiais do país isto apareça disfarçado como “produtos de alta tecnologia”. Houve até uma “repreensão” dos EUA pela exportação de ra­dares militares a países como a China e a Índia. Por outras palavras, a maioria da população israelita vive directa ou indi­rectamente do orçamento para a guerra e da fabricação de armas.
A crise em Israel e especialmente no exército é muito im­portante porque enfraquece o Estado sionista, abre bre­chas para que a resistência árabe possa golpear e preparar a sua derrota. Mas não podemos analisar Israel como um país “normal”, mesmo como um país imperialista. A sua po­pulação é formada por colonos usurpadores que depen­dem da existência desse enclave racista para manter o seu nível de vida e ser protegidos contra as reivindicações dos povos espoliados.


Um exército em processo de corrupção

Neste quadro, é compreensível que a derrota no Líbano abris­se uma profunda crise. Porque mostrou que Israel é “um país vulnerável”, como se expressou o jornal Haaretz, e que a histórica superioridade militar não lhes dá uma garan­tia de vida, como sentiram na própria carne os refugiados de Haifa e do norte do país.
É interessante analisar o processo de deterioração que se deu no exército sionista. A descomunal desigualdade entre as forças armadas sionistas e os resistentes palestinianos le­vou a que os oficiais e soldados israelitas se acostumassem, durante vários anos, a atacar os seus objectivos sem preocu­pação com a resposta. Atacavam, bombardeavam e assassi­navam à vontade, quase sem correr riscos. Mas agora tiveram que enfrentar uma verdadeira guerrilha, já sem moral e, tam­bém, sem o treino necessário: “Durante trinta e nove anos foram obrigados a realizar o trabalho de uma força policial colonial: correr atrás de jovens que atiram pedras e cocktails molotov, encarcerar mulheres que tentam impedir que pren­dam os seus filhos, capturar pessoas que dormem nas suas casas.”
Para um Estado com o papel de enclave e polícia colonial co­mo Israel, ter um problema dessa gravidade nas suas for­ças armadas é aterrador e gera insegurança em todos os ní­veis da sociedade. À medida que a tendência da realidade se mostra cada vez mais perigosa, muitos israelitas cansam--se deste ambiente e isso é expresso num número não des­prezível de pessoas que abandonam o país.


Polémica sobre a solução para a Palestina

É cada vez maior o número dos que se horrorizam com a acção genocida de Israel, repudiam a sua acção e procuram uma solução para esta situação de guerra permanente na re­gião. De modo geral, podemos dizer que existem três po­sições diferentes.
A mais generalizada é a solução de “dois povos, dois Es­ta­dos”, um judeu e outro palestiniano, no mesmo sentido da resolução da ONU de 1947 que dividiu o território pales­tiniano e criou Israel. A par dos Acordos de Oslo, foi exerci­da uma pressão muito forte para que os palestinianos acei­tassem esta solução. A traição da OLP, sob a direcção de Arafat, permitiu a criação dessa “aberração” chamada ANP (Autoridade Nacional Palestiniana), que legitimava Israel e co­locava a tarefa impossível de construir, sobre a base de ban­tustões isolados, um inviável “Estado palestiniano”, totalmente dominado económica e militarmente pelo opres­sor racista. Como bem o qualificou, nessa altura, o intelec­tual palestiniano Edward Said, tratava-se de algo como “o governo colaboracionista de Vichy sob a dominação nazi da França”, durante a Segunda Guerra Mundial.
Depois de quase 15 anos de aplicação dos Acordos de Oslo, o evidente fracasso desta política mostra que esta é in­viável pela própria acção de Israel, apropriando-se de mais terras, expulsando mais palestinianos e reprimindo nos ter­ritórios. O Muro da Vergonha, o roubo de mais da metade das terras da Cisjordânia e das fontes de água tornaram in­viável até o “mini-Estado palestiniano” previsto pelos Acor­dos de Oslo. O enclave sionista não aceita retirar-se dos territórios ocupados em 1967 nem dar nenhuma auto­nomia real aos palestinianos.
A segunda proposta é a construção de um “Estado bina­cional” de tipo federativo. Esta posição foi praticamente es­quecida nos dias de hoje, mas foi levantada no seu tempo pelas correntes da esquerda sionista. Além de apresentar os mesmos problemas que analisámos para os “dois Esta­dos”, agrega o facto de que o sionismo não aceitará jamais dar direitos de cidadania aos palestinianos, pois temem o “pe­rigo demográfico” de incorporar mais de três milhões de “não judeus”.
Assim, a grande questão posta na ordem do dia é: não ha­verá paz no Oriente Médio nem uma verdadeira so­lução na Palestina enquanto o Estado de Israel não for derrotado definitivamente e destruído. Isto é, enquan­to não for extirpado de modo definitivo o cancro imperialis­ta que corrói a região. Qualquer outra solução significa a so­brevivência do “cancro” e a continuação da sua acção letal e destrutiva.
A destruição do Estado de Israel permitirá a recuperação do território histórico palestiniano e a construção de uma Pa­lestina laica, democrática e não-racista, bandeira funda­mental da OLP na década de 1970. A esta Palestina sem muros nem campos de concentração poderão retornar os mi­lhões de refugiados expulsos da sua terra, enquanto os mi­lhões que permaneceram e hoje são oprimidos recupera­rão os seus direitos plenos. Também poderão permanecer nela todos os judeus que estejam dispostos a conviver em paz e com igualdade. Por isso, chamamos os trabalhadores e o povo judeu a somar-se a esta luta contra o Estado racista e policial de Israel. No entanto, devemos estar conscientes de que, pelo carácter da população judaica israelita que ana­lisámos, o mais provável é que só uma pequena minoria acei­te essa proposta enquanto a grande maioria, seguramen­te, defenderá com unhas e dentes o “seu Estado” e os seus pri­vilégios e, portanto, deveremos lutar contra eles até ao fim.


A chantagem do anti-semitismo

O sionismo sempre utilizou o holocausto nazi e o anti--semitismo como pretextos para defender a sua política. O seu argumento era o de que somente a criação e a existência de Israel poderia garantir um refúgio para os judeus perse­guidos e, ao mesmo tempo, a segurança para todos os judeus do mundo. A partir dessa ideia, identificou os conceitos de “judaísmo” com “sionismo” e, desde então, todo aquele que critica o sionismo ou o Estado de Israel passa a ser auto­maticamente denominado “anti-semita”.
Esse argumento falso e hipócrita tenta encobrir uma cruel ironia histórica: os judeus israelitas, muitos deles des­cendentes dos judeus perseguidos pelo nazismo, são precisa­mente aqueles que aplicam a desumana política de massacre e terror sobre os palestinianos. Esse facto não só iguala os sio­nistas com os velhos nazis como também, segundo o pa­cifista israelita Uri Avnery, transforma-os na “maior fábri­ca do vírus do anti-semitismo”.
Naturalmente, repudiamos qualquer manifestação anti--semita, qualquer ataque dirigido aos judeus unicamente pelo facto de serem judeus. Caso um acontecimento como esse ocorresse, não teríamos dúvidas de que deveria ser repudia­do com uma mobilização unitária. Entretanto, essa posição de princípio não nos pode fazer esquecer que, para os sionis­tas, “anti-semita” é todo aquele que se opõe ao carácter ra­cista e genocida do Estado de Israel, o verdadeiro nazismo actual.


* Extraído de Marxismo Vivo, nº 14, 2006. Revista do Instituto José Luís e Rosa Sundermman. São Paulo. (órgão da LIT, Liga Internacional dos Trabalhadores, trotskista). www.marxismalive.org.

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