Ponto de Vista

Holocausto


Quando há um ano os combatentes libaneses expulsaram o invasor e o Hamas deu à Fatah participação no governo, evitando a guerra civil iminente, sabia-se que a resposta do agressor era só uma questão de tempo. Ela aí está: o exército libanês ataca um campo de refugiados palestinianos, para desalojar “terroristas ligados à al Qaida”; Israel retoma os ataques aéreos contra Gaza; a Fatah, agora paga e armada por Washington, retoma as provocações contra o governo do Hamas. Objectivo: instalar um dócil governo fantoche que ajude a “resolver” a questão palestiniana.
Não há uma guerra na Palestina. Há a agonia do povo mais pobre e indefeso do mundo sob a bota da quarta maior potência militar. Em Gaza 1,3 milhões de homens, mulheres e crianças sobrevivem amontoados em condições infra-humanas. Na Cisjordânia 2,5 milhões são aprisionados dentro de um muro de 650 quilómetros. Há 11.000 palestinianos nas prisões de Israel. Nos últimos 40 anos 40 por cento dos homens válidos palestinianos passaram pela prisão. Só no ano passado, mais de 4.600 foram levados a tribunal militar. Uma criança que atira pedras aos tanques pode apanhar 4 anos de prisão. Ou uma bala na cabeça.
Já Hitler sabia: o segredo para fazer aceitar a barbárie é torná-la diária, normal, industrial. Aos palestinianos, a ONU, a Europa, os beneméritos e moralistas de todo o mundo, só têm para oferecer propostas de resignação. Porque Israel “tem direito de preocupar-se com a sua segurança”, não é verdade?
Querem defender o direito à existências da nação palestiniana? Rejeitem a berraria do “anti-semitismo” e reconheçam que o enclave colonial ali instalado há 60 anos ao serviço do imperialismo, Israel, é uma criação racista/fascista que deve ser destruída. Para bem do povo palestiniano e judaico.


“A pior coisa que aconteceu ao povo judaico desde o holocausto foi o Estado de lsrael”.
Bob Avakian - Revolution. EUA.

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